17.8.14


A exposição acabou há quase 2 semanas, e eu ainda não consegui escrever sobre a minha experiência aqui no blog. Antes tarde do que nunca né? Hoje quero contar um pouquinho sobre as minhas impressões dessa tão badalada exposição que esteve meses no Instituto Tomie Ohtake aqui em São Paulo. Acho que todo mundo sabe que estava uma loucura, que as filas eram intermináveis e que a gente praticamente não conseguiu curtir nada por causa do tempo curto né? hehe Então não vou falar sobre isso. Vou me ater ao que achei das obras e da forma como tudo foi montado. Espero que gostem de ler a minha opinião :)




A começar, queria ter mais tempo para ver todas as fotografias. Fiquei apaixonada por sua beleza exótica e personalidade forte. Sei que quase ninguém deu bola, mas o painel de fotografias pessoais foi uma da minhas partes favoritas.

Outra sala que eu amei, foi a de colar bolinhas. A proposta de interação com o meio, colando bolinhas em todos, nas paredes, móveis, pessoas desconhecidas... Achei mágico. A sensação que tinha é que estávamos na fila de algum parque de diversão, apenas esperando para entrar em uma enorme sala de confete colorido. Para mim, foi como brincar de ser criança. E todo mundo pareceu estar na mesma emoção.

A sala mais mágica para mim, foi SEM SOMBRAS DE DÚVIDA a da luz negra. Quando eu entrei, senti como se estivesse em um sonho psicodélico. Uma coisa meio Alice, meio lucy in the sky with diamonds... hahaha Total alucinação. Você enxerga bolinhas em toda parte, você mesmo brilha, tudo brilha... fantástico.

E por fim, a sala mais famosa de todas: a das luzes infinitas. A sala era toda envolta de espelhos e tínhamos de caminhar no meio de um corredor estreito, enquanto ao logo do trajeto centenas de lampadas penduradas ao nosso redor acendiam e apagavam em diferentes cores e intensidades, refletindo no espelho e formando a sensação de estarmos em um universo infinito de bolinhas. Lembra muito o universo, e foi sem dúvidas, uma experiência mágica.

Enfim... a exposição toda foi maravilhosa. Infelizmente a experiência só não foi melhor porque é tudo muito rápido, tinham pessoas gritando para irmos logo, tudo com o tempo contado, muita correria, horas de fila e pouco tempo de apreciação. Em contrapartida, a proposta de nos imergir no mundo complexo da artista que passou a vida toda lidando com seus transtornos obsessivos foi uma experiência riquíssima, não somente pelo que vi, mas por poder entender um pouco melhor que somos todos diferentes e que definitivamente, é muito rico se deparar com a forma como o outro enxerga o mundo.

A exposição acabou e não sei para onde ela vai agora. Mas quem teve a oportunidade de ver, com certeza pode se sentir um pouco mais feliz nesse mundo. Com certeza.



Essa semana foi tão corrida que eu não consegui escrever por aqui. Tenho muitos posts acumulados e em breve pretendo colocar tudo em dia. Por hoje, eu precisava escrever sobre a exposição dos artistas grafiteiros "Os Gêmeos" que fui conferir na semana retrasada e que infelizmente acabou hoje! :/

Para quem não conhece, Os Gêmeos são 2 irmãos, artistas contemporâneos, que iniciaram seus projetos de arte urbana nas ruas de São Paulo. Eles se formaram no mesmo curso que eu faço hoje lá na ETEC Carlos de Campos (brás) e é muito legal porque estamos sempre ouvindo altas histórias dos tempos que eles estudaram lá. Temos muito professores que deram aulas para eles e continuam lá até hoje. O estilo deles é bem característico, e tem grande presença de cores, estampas, texturas, trabalho com gradações, além dos traços dos personagens que tem muita influência da cultura latino americana.







A exposição estava encantadora. Ela ocorreu dentro do Galpão Fortes Vilaça, uma extensão de uma galeria de arte alternativa aqui de São Paulo. Apesar de pequena, ela contou com um grande acervo de pinturas, montagens 3D, uma sala decorada e a apresentação de uma obra em movimento. Eu fiquei totalmente apaixonada e inspirada ao sair de lá, pois a riqueza dos detalhes da obra, e sobretudo a riqueza de estampas é de deixar qualquer um de queixo caído.

Eu não sei se a exposição segue para outro lugar do Brasil, espero que sim. De toda forma, me sinto privilegiada por ter tido a oportunidade de passar algumas horas do meu dia contemplando esse tão belo trabalho.

Prazer, Jess! Depois de tantos blogs, registrar e compartilhar se tornou parte da minha forma de ver o mundo, por isso mantenho o hábito de escrever em diferentes urls por aí. Atualmente vivo em São paulo, Brasil e estou sempre em busca do que possa me inspirar.

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